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COLUNA

Cirurgia de Escoliose

Deformidades da coluna em adolescentes e adultos: avaliação, acompanhamento e quando a correção cirúrgica entra.

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Radiografia da coluna vertebral mostrando curvatura lateral (escoliose)

CRM-PR 35044 · RQE 30580

Ilustração comparando uma coluna sem curvatura e colunas com curvas em C, em S e em Z
Ilustração: coluna sem curvatura e curvas em C, S e Z. Fonte: Freepik.

O que é escoliose

Uma curva lateral, com rotação

Escoliose é uma curvatura lateral da coluna, geralmente acompanhada de rotação das vértebras. Vista de trás, a coluna deveria ser reta; na escoliose, ela forma uma ou mais curvas em C ou em S. A curvatura é medida em graus, o ângulo de Cobb, em uma radiografia de corpo inteiro.

A forma mais comum é a idiopática do adolescente, que surge durante o estirão de crescimento sem uma causa identificável. Existem também as congênitas, as neuromusculares e a degenerativa do adulto, que aparece com o desgaste dos discos e das articulações.

Na maioria das pessoas, a escoliose é leve e não causa problemas. O que define a conduta é a magnitude da curva, a probabilidade de progressão e os sintomas.

Anatomia

Como a curva é medida

A radiografia de corpo inteiro, em pé, é o exame que mede a curva e acompanha sua evolução.

Ilustração da coluna vertebral vista por trás com curvatura lateral e uma linha de referência vertical
Ilustração da coluna vista por trás com curvatura e linha de referência. Fonte: Freepik.
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    Ápice da curva

    A vértebra mais afastada da linha central — o ponto de maior desvio.

  2. 2

    Vértebras limite

    As vértebras mais inclinadas acima e abaixo do ápice, que delimitam a curva.

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    Ângulo de Cobb

    O ângulo entre as vértebras limite. É a medida, em graus, usada para acompanhar a curva.

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    Rotação vertebral

    Além de curvar, as vértebras giram — é o que produz a saliência de um lado das costas.

Radiografia da coluna vertebral
Radiografia da coluna vertebral. Fonte: Freepik.

Adolescente e adulto

Caminhos diferentes

No adolescente, o foco é o potencial de progressão durante o crescimento. A escoliose costuma ser percebida por sinais visíveis — um ombro ou uma escápula mais alta, cintura assimétrica, uma elevação de um lado das costas ao inclinar o corpo — mais do que por dor.

No adulto, a escoliose costuma estar associada ao desgaste dos discos e das articulações, e o principal motivo de consulta é a dor lombar, a dor irradiada para as pernas ou a dificuldade para ficar em pé por muito tempo — não a curva em si.

  • Adolescente: acompanhar a progressão durante o crescimento
  • Adulto: tratar a dor e a compressão de nervos associadas
  • Nos dois: atividade física é recomendada e não piora a curva

Como é feita a avaliação

Medir, acompanhar, decidir

  1. Etapa 01

    Avaliação clínica

    Exame físico com o teste de inclinação para frente, estatura e, no adolescente, a estimativa do crescimento restante.

  2. Etapa 02

    Radiografia panorâmica

    Em pé, de frente e de perfil: mede o ângulo de Cobb e avalia o alinhamento global. Ressonância em situações específicas.

  3. Etapa 03

    Acompanhamento da progressão

    Radiografias a cada alguns meses mostram se a curva está estável ou progredindo. A decisão depende dessa evolução.

  4. Etapa 04

    Decisão

    Observar, colete ou cirurgia — conforme magnitude, progressão, idade e sintomas.

Dois caminhos

Observação e colete ou correção cirúrgica

Observação e colete

  • Curvas pequenas, sem progressão e sem sintomas: acompanhamento com radiografias periódicas
  • Colete em adolescentes com curvas moderadas e crescimento restante: não corrige a curva, mas pode reduzir a chance de progressão
  • Fisioterapia específica para controle postural e dor
  • No adulto: medicação, fisioterapia e bloqueios quando indicados

Correção cirúrgica

  • Curvas de magnitude elevada que tendem a progredir mesmo após o fim do crescimento (em geral, acima de 45–50 graus no adolescente)
  • Progressão documentada apesar do colete ou do acompanhamento
  • No adulto: dor que não responde ao conservador, compressão de nervos ou desequilíbrio do tronco
  • Curvas muito grandes com repercussão na função respiratória

Os critérios são gerais e dependem da avaliação individual. // TODO(validar): faixas de graus e critérios — revisão clínica.

Render 3D da coluna vertebral em vista posterior
Render 3D da coluna em vista posterior. Fonte: Freepik.

Como é a cirurgia de correção

Fixar, corrigir, preservar mobilidade

A técnica mais comum é a artrodese instrumentada: parafusos e hastes corrigem a curva e fixam os níveis operados, que se consolidam com enxerto ósseo. A extensão da fixação é planejada para corrigir o alinhamento preservando o máximo possível de mobilidade nos demais níveis.

Em casos selecionados, o planejamento pode contar com navegação robótica para a colocação dos parafusos. Depois da cirurgia, o acompanhamento verifica a consolidação e o alinhamento com radiografias periódicas, e a reabilitação é gradual.

Quando não esperar

Sinais que não esperam a consulta

Os três primeiros pedem pronto-socorro. O último pede consulta em pouco tempo.

  • fraqueza ou dormência súbita nas pernas
  • dificuldade para controlar urina ou intestino
  • dor intensa após trauma
  • progressão visível da curva em poucos meses, durante o crescimento (avaliação rápida, não pronto-socorro)

Perguntas frequentes

  • Não. Curvas pequenas, sem progressão e sem sintomas, em geral são apenas acompanhadas com radiografias periódicas. O tratamento depende do grau da curva, da idade, do potencial de crescimento e dos sintomas.

Agende uma avaliação

A consulta serve para entender o quadro e definir o próximo passo. Nem toda condição exige cirurgia.

Este canal não substitui atendimento de urgência. Em caso de emergência, procure um pronto-socorro.

Revisado por Dr. Victor Batistela — CRM-PR 35044 · RQE 30580

Publicado em 04 de setembro de 2026 · Revisado em 04 de setembro de 2026 · Conteúdo educativo; não substitui consulta médica.