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CÉREBRO

Tumor Cerebral

Nem todo tumor é maligno e nem todo tumor exige cirurgia. A avaliação define o caminho.

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Exame de ressonância magnética do cérebro em corte axial

CRM-PR 35044 · RQE 30580

Ilustração do cérebro humano em vista lateral, com o cerebelo e o tronco cerebral
Ilustração do cérebro em vista lateral. Fonte: Freepik.

Tipos mais comuns

Tumor é um nome para muitas coisas diferentes

Tumor cerebral é um crescimento anormal de células dentro do crânio. Existem muitos tipos, com comportamentos muito diferentes. Alguns crescem devagar e podem ser apenas acompanhados por anos; outros pedem tratamento em semanas.

Os gliomas nascem do próprio tecido cerebral e variam muito em comportamento. Os meningiomas nascem das membranas que envolvem o cérebro e, em boa parte dos casos, são benignos. As metástases são células de um câncer de outra parte do corpo que chegaram ao cérebro.

A primeira etapa depois de um achado no exame é entender qual é o tumor, onde ele está e como se comporta. Essa resposta define todo o resto.

  • Glioma — do tecido cerebral
  • Meningioma — das membranas; muitas vezes benigno
  • Metástase — de um câncer de outra origem

Anatomia

Cada região cuida de uma função

É a localização do tumor, mais do que o tamanho, que explica os sintomas e orienta o planejamento.

Ilustração de perfil da cabeça humana mostrando o cérebro, o cerebelo e a medula
Ilustração de perfil da cabeça com o cérebro. Fonte: Freepik.
  1. 1

    Lobo frontal

    Movimento, planejamento, comportamento e parte da fala.

  2. 2

    Lobo parietal

    Sensibilidade do corpo e noção de espaço.

  3. 3

    Lobo temporal

    Audição, memória e compreensão da linguagem.

  4. 4

    Lobo occipital

    Visão.

  5. 5

    Cerebelo

    Equilíbrio e coordenação dos movimentos.

Filmes de tomografia do crânio em cortes axiais
Tomografia do crânio em cortes axiais. Fonte: Freepik.

Sintomas

O que costuma chamar atenção

Os sintomas dependem da região afetada e da velocidade de crescimento. Os mais comuns são dor de cabeça nova ou diferente das habituais, principalmente se piora ao acordar; crise convulsiva, sobretudo a primeira em um adulto; alteração de visão, fala, força ou equilíbrio; e mudança de comportamento ou de memória percebida pela família.

Nenhum desses sinais, isoladamente, significa tumor. Dores de cabeça são muito comuns e quase sempre têm outras causas. O que merece avaliação é o sintoma neurológico novo que persiste ou progride.

Quando não esperar

Sinais que pedem pronto-socorro

Esses sinais pedem pronto-socorro, não consulta eletiva.

  • crise convulsiva pela primeira vez
  • fraqueza, dormência ou perda da fala de início súbito
  • dor de cabeça intensa com vômitos e sonolência
  • alteração de consciência após trauma na cabeça

Como é feita a avaliação

Da imagem ao plano, em equipe

Casos de tumores do sistema nervoso são discutidos em equipe. No Hospital do Câncer de Londrina, essa discussão acontece no ambulatório de neuroncologia, coordenado pelo Dr. Victor Batistela.

  1. Etapa 01

    Avaliação clínica

    História e exame neurológico relacionam os sintomas a uma região do cérebro.

  2. Etapa 02

    Ressonância

    Com contraste, mostra tamanho, localização e a relação do tumor com áreas de fala e movimento. Exames complementares em casos selecionados.

  3. Etapa 03

    Discussão multidisciplinar

    Neurocirurgia, oncologia, radioterapia, neurologia e radiologia avaliam o caso juntas.

  4. Etapa 04

    Definição do plano

    Observar, biópsia, cirurgia, radioterapia ou medicação — e o acompanhamento de longo prazo.

Sala cirúrgica vazia, com foco cirúrgico e equipamentos
Sala cirúrgica. Fonte: Freepik.

Quando a cirurgia pode ser considerada

Remover o máximo que for seguro

A cirurgia pode ter três objetivos: obter um diagnóstico (biópsia), reduzir o volume do tumor para aliviar a pressão e os sintomas, e remover o tumor da forma mais completa que for segura. A palavra-chave é segura: o objetivo é retirar o máximo possível preservando fala, movimento, visão e memória.

Para isso, o planejamento usa as imagens para mapear a relação do tumor com áreas críticas, e a cirurgia pode contar com neuronavegação e monitorização das funções durante o procedimento. Em casos selecionados, quando o tumor está perto de áreas de linguagem ou movimento, usa-se a cirurgia com o paciente acordado: a pessoa responde a testes simples enquanto a equipe opera. Uma cirurgia desse tipo, realizada no Hospital do Câncer de Londrina, foi tema de reportagem do G1 Paraná em julho de 2026.

Dois caminhos

Acompanhar, tratar sem operar ou operar

Acompanhamento e outras terapias

  • Observação com ressonâncias de controle, em tumores de crescimento lento e sem sintomas
  • Radioterapia, inclusive técnicas focadas como a radiocirurgia
  • Quimioterapia e outras terapias medicamentosas, conforme o tipo de tumor
  • Reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) quando há função a recuperar

Cirurgia

  • Biópsia, quando é preciso definir o tipo de tumor antes do tratamento
  • Redução de volume para aliviar pressão e sintomas
  • Remoção do tumor, da forma mais completa que for segura
  • Sempre seguida de acompanhamento de longo prazo com exames de controle

Nem todo tumor é operado. A indicação depende do tipo, da localização, dos sintomas e da condição geral de cada pessoa.

Perguntas frequentes

  • Não. Muitos tumores do cérebro são benignos, como boa parte dos meningiomas. Benigno não significa que possa ser ignorado — o tumor ainda pode causar sintomas pelo espaço que ocupa — mas muda a forma de tratar e acompanhar.

Agende uma avaliação

A consulta serve para entender o quadro e definir o próximo passo. Nem toda condição exige cirurgia.

Este canal não substitui atendimento de urgência. Em caso de emergência, procure um pronto-socorro.

Revisado por Dr. Victor Batistela — CRM-PR 35044 · RQE 30580

Publicado em 04 de setembro de 2026 · Revisado em 04 de setembro de 2026 · Conteúdo educativo; não substitui consulta médica.