CÉREBRO
Tumor Cerebral
Nem todo tumor é maligno e nem todo tumor exige cirurgia. A avaliação define o caminho.
Agendar avaliaçãoExame de ressonância magnética do cérebro em corte axial
Dr. Victor BatistelaNeurocirurgiãoCRM-PR 35044 · RQE 30580

Tipos mais comuns
Tumor é um nome para muitas coisas diferentes
Tumor cerebral é um crescimento anormal de células dentro do crânio. Existem muitos tipos, com comportamentos muito diferentes. Alguns crescem devagar e podem ser apenas acompanhados por anos; outros pedem tratamento em semanas.
Os gliomas nascem do próprio tecido cerebral e variam muito em comportamento. Os meningiomas nascem das membranas que envolvem o cérebro e, em boa parte dos casos, são benignos. As metástases são células de um câncer de outra parte do corpo que chegaram ao cérebro.
A primeira etapa depois de um achado no exame é entender qual é o tumor, onde ele está e como se comporta. Essa resposta define todo o resto.
- Glioma — do tecido cerebral
- Meningioma — das membranas; muitas vezes benigno
- Metástase — de um câncer de outra origem
Anatomia
Cada região cuida de uma função
É a localização do tumor, mais do que o tamanho, que explica os sintomas e orienta o planejamento.

- 1
Lobo frontal
Movimento, planejamento, comportamento e parte da fala.
- 2
Lobo parietal
Sensibilidade do corpo e noção de espaço.
- 3
Lobo temporal
Audição, memória e compreensão da linguagem.
- 4
Lobo occipital
Visão.
- 5
Cerebelo
Equilíbrio e coordenação dos movimentos.

Sintomas
O que costuma chamar atenção
Os sintomas dependem da região afetada e da velocidade de crescimento. Os mais comuns são dor de cabeça nova ou diferente das habituais, principalmente se piora ao acordar; crise convulsiva, sobretudo a primeira em um adulto; alteração de visão, fala, força ou equilíbrio; e mudança de comportamento ou de memória percebida pela família.
Nenhum desses sinais, isoladamente, significa tumor. Dores de cabeça são muito comuns e quase sempre têm outras causas. O que merece avaliação é o sintoma neurológico novo que persiste ou progride.
Quando não esperar
Sinais que pedem pronto-socorro
Esses sinais pedem pronto-socorro, não consulta eletiva.
- crise convulsiva pela primeira vez
- fraqueza, dormência ou perda da fala de início súbito
- dor de cabeça intensa com vômitos e sonolência
- alteração de consciência após trauma na cabeça
Como é feita a avaliação
Da imagem ao plano, em equipe
Casos de tumores do sistema nervoso são discutidos em equipe. No Hospital do Câncer de Londrina, essa discussão acontece no ambulatório de neuroncologia, coordenado pelo Dr. Victor Batistela.
Etapa 01
Avaliação clínica
História e exame neurológico relacionam os sintomas a uma região do cérebro.
Etapa 02
Ressonância
Com contraste, mostra tamanho, localização e a relação do tumor com áreas de fala e movimento. Exames complementares em casos selecionados.
Etapa 03
Discussão multidisciplinar
Neurocirurgia, oncologia, radioterapia, neurologia e radiologia avaliam o caso juntas.
Etapa 04
Definição do plano
Observar, biópsia, cirurgia, radioterapia ou medicação — e o acompanhamento de longo prazo.

Quando a cirurgia pode ser considerada
Remover o máximo que for seguro
A cirurgia pode ter três objetivos: obter um diagnóstico (biópsia), reduzir o volume do tumor para aliviar a pressão e os sintomas, e remover o tumor da forma mais completa que for segura. A palavra-chave é segura: o objetivo é retirar o máximo possível preservando fala, movimento, visão e memória.
Para isso, o planejamento usa as imagens para mapear a relação do tumor com áreas críticas, e a cirurgia pode contar com neuronavegação e monitorização das funções durante o procedimento. Em casos selecionados, quando o tumor está perto de áreas de linguagem ou movimento, usa-se a cirurgia com o paciente acordado: a pessoa responde a testes simples enquanto a equipe opera. Uma cirurgia desse tipo, realizada no Hospital do Câncer de Londrina, foi tema de reportagem do G1 Paraná em julho de 2026.
Dois caminhos
Acompanhar, tratar sem operar ou operar
Acompanhamento e outras terapias
- Observação com ressonâncias de controle, em tumores de crescimento lento e sem sintomas
- Radioterapia, inclusive técnicas focadas como a radiocirurgia
- Quimioterapia e outras terapias medicamentosas, conforme o tipo de tumor
- Reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) quando há função a recuperar
Cirurgia
- Biópsia, quando é preciso definir o tipo de tumor antes do tratamento
- Redução de volume para aliviar pressão e sintomas
- Remoção do tumor, da forma mais completa que for segura
- Sempre seguida de acompanhamento de longo prazo com exames de controle
Nem todo tumor é operado. A indicação depende do tipo, da localização, dos sintomas e da condição geral de cada pessoa.
Perguntas frequentes
- Não. Muitos tumores do cérebro são benignos, como boa parte dos meningiomas. Benigno não significa que possa ser ignorado — o tumor ainda pode causar sintomas pelo espaço que ocupa — mas muda a forma de tratar e acompanhar.
- Na grande maioria das vezes, não. Dores de cabeça são muito comuns e quase sempre têm outras causas. O que chama atenção é uma dor nova e persistente, que piora ao acordar, acompanhada de vômitos, alteração de visão, fraqueza ou convulsão.
- É uma técnica usada em casos selecionados, quando o tumor está perto de áreas responsáveis pela fala ou pelo movimento. Durante parte do procedimento o paciente fica acordado e responde a testes simples, o que permite à equipe monitorar essas funções em tempo real.
- O acompanhamento é feito em equipe: neurocirurgião, oncologista, radioterapeuta e outros especialistas, conforme o tipo de tumor. No Hospital do Câncer de Londrina, essa discussão acontece no ambulatório de neuroncologia.
- Não é obrigatório, mas se você já tem exames e laudos, leve-os. Se foi encaminhado por outro médico, o relatório dele ajuda a entender o que já foi investigado.
Agende uma avaliação
A consulta serve para entender o quadro e definir o próximo passo. Nem toda condição exige cirurgia.
Este canal não substitui atendimento de urgência. Em caso de emergência, procure um pronto-socorro.

