COLUNA
Cirurgia Endoscópica Biportal de Coluna
Dois acessos de poucos milímetros: por um entra a câmera, pelo outro, os instrumentos.
Agendar avaliaçãoCirurgiã de máscara operando um equipamento de navegação por imagem 3D em sala cirúrgica
Dr. Victor BatistelaNeurocirurgiãoCRM-PR 35044 · RQE 30580

O que é
Uma incisão para ver, outra para trabalhar
Na cirurgia endoscópica biportal, o cirurgião chega à coluna por dois acessos pequenos, próximos um do outro. Por um deles entra a câmera, com luz e irrigação contínua de soro; pelo outro entram os instrumentos. Os dois caminhos se encontram no mesmo ponto da coluna, e o cirurgião opera olhando para o monitor, com a imagem ampliada.
Separar a câmera dos instrumentos dá liberdade de movimento: as mãos trabalham de forma parecida com a da cirurgia convencional, mas por aberturas de poucos milímetros, passando entre as fibras dos músculos em vez de afastá-las amplamente.
"Biportal" descreve o número de acessos, não um procedimento específico. A técnica pode ser usada para retirar um fragmento de hérnia, descomprimir um canal estreitado ou, em casos selecionados, como parte de uma fixação da coluna.

Condições que podem ser tratadas
Hérnia, estenose e desgaste do disco, em casos selecionados
A via biportal pode ser indicada, em casos selecionados, para a hérnia de disco que comprime um nervo e não melhora com o tratamento conservador; para a estenose da coluna, inclusive quando o estreitamento envolve o canal central e pede uma descompressão mais ampla; e para a doença degenerativa do disco em situações específicas, avaliadas em consulta.
Em alguns casos, a artrodese — a fixação de um segmento da coluna — também pode ser feita com apoio endoscópico biportal, reduzindo a abertura necessária. Essa indicação é restrita e depende do nível, da anatomia e da causa da instabilidade.
- Hérnia de disco
- Estenose da coluna
- Doença degenerativa do disco
- Artrodese por via endoscópica, em casos selecionados
Anatomia
Por onde os dois acessos entram
Os dois pontos ficam ao lado da coluna, no mesmo nível, a poucos centímetros um do outro. Um leva a câmera, o outro, os instrumentos.

- 1
Acesso da câmera
A incisão por onde entra o endoscópio, com luz e irrigação. Ela mostra ao cirurgião o que o outro acesso está fazendo.
- 2
Acesso dos instrumentos
A segunda incisão, próxima da primeira. Por ela passam os instrumentos que retiram a hérnia ou ampliam o canal.
- 3
Disco intervertebral
O amortecedor entre duas vértebras. A hérnia é a parte dele que saiu do lugar e pressiona o nervo.
- 4
Raiz nervosa
O nervo que sai da coluna em cada nível. Quando comprimido, causa a dor que irradia para a perna ou o braço.
Como é o caminho
Quatro etapas, nessa ordem
A técnica é definida no final do processo, não no começo. Antes dela vêm a conversa, o exame e a imagem.
Etapa 01
Consulta e exame físico
Onde a dor começa, para onde vai, o que piora. Força, sensibilidade e reflexos localizam o nervo afetado.
Etapa 02
Exames de imagem
A ressonância mostra o tipo e a posição da hérnia ou do estreitamento — dados que pesam na escolha da via.
Etapa 03
Discussão do plano
Conservador primeiro, salvo déficit neurológico. Se a cirurgia é indicada, define-se a via: biportal, uniportal, microdiscectomia ou outra.
Etapa 04
Acompanhamento
Retorno gradual às atividades e reabilitação orientada. As consultas de retorno verificam dor e função.
O que muda no acesso
Biportal ou uniportal
As duas são técnicas endoscópicas e tratam os mesmos problemas. A diferença está no número de acessos e na forma de trabalhar.
Biportal
- Dois acessos pequenos, próximos um do outro
- Câmera por um acesso, instrumentos pelo outro
- Instrumentos semelhantes aos da cirurgia convencional
- Indicada em casos selecionados, conforme nível e anatomia
Uniportal
- Um único acesso de poucos milímetros
- Câmera e instrumentos passam pelo mesmo tubo
- Instrumentos finos, adaptados ao canal de trabalho
- Indicada em casos selecionados, conforme nível e anatomia
Nenhuma das duas é superior à outra em todos os casos. A escolha depende do problema, do nível da coluna e da experiência da equipe com cada técnica — e é feita na avaliação.
Quando não esperar
Sinais que não esperam a consulta
Esses sinais pedem pronto-socorro, não consulta eletiva.
- perda súbita de força na perna ou no braço
- dificuldade para controlar urina ou intestino
- dormência entre as pernas
- dor intensa após trauma
Perguntas frequentes
- O número de acessos. Na biportal, são duas incisões pequenas: uma para a câmera, outra para os instrumentos. Na uniportal, câmera e instrumentos passam por um único tubo, por uma só incisão. A escolha entre elas é feita na avaliação.
- Não necessariamente. As duas incisões são de poucos milímetros e o caminho passa entre as fibras musculares. O que define o tamanho da cirurgia é o problema tratado, não o número de acessos.
- Não. Ela pode ser considerada em casos selecionados, conforme a extensão do estreitamento, o número de níveis envolvidos e a presença ou não de instabilidade. Estenoses extensas ou com instabilidade costumam pedir outra técnica.
- Varia conforme o procedimento e a evolução de cada pessoa. Em geral, o período de internação em cirurgias endoscópicas é curto; o tempo exato é conversado antes da cirurgia, não prometido.
- Sim. Como em qualquer técnica de tratamento de hérnia de disco, existe a possibilidade de recidiva. O acompanhamento e a reabilitação ajudam a reduzir esse risco, mas ele não é zero.
Leia também
Agende uma avaliação
A consulta serve para entender o quadro e definir o próximo passo. Nem toda condição exige cirurgia.
Este canal não substitui atendimento de urgência. Em caso de emergência, procure um pronto-socorro.

